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    Sensores de Temperatura

    Sensores de Temperatura

    Os sensores de temperatura permitem acompanhar variações térmicas em ambientes, equipamentos, líquidos, superfícies e processos. Eles transformam a temperatura medida em um sinal que pode ser interpretado por circuitos, sistemas de automação, Arduino, ESP32 e outros microcontroladores.

    Nesta categoria estão sensores digitais, termistores NTC, termopares, sensores RTD PT100, modelos infravermelhos sem contato e sondas encapsuladas. Também há dispositivos que combinam a medição de temperatura com umidade, pressão ou outras grandezas ambientais.

    Para escolher o modelo adequado, considere a faixa de medição, a precisão, o tempo de resposta, o tipo de saída, a interface de comunicação e a forma de instalação. Verifique ainda se o sensor será usado no ambiente, em contato com uma superfície, dentro de um equipamento ou próximo a líquidos.

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    O que são sensores de temperatura?

    Sensores de temperatura são dispositivos que detectam variações térmicas e convertem a temperatura medida em resistência, tensão, sinal digital ou dados transmitidos por uma interface de comunicação.

    A forma de leitura depende da tecnologia. Termistores NTC alteram sua resistência conforme a temperatura; sensores digitais entregam valores processados; termopares geram um pequeno sinal elétrico; sensores RTD utilizam a variação previsível da resistência de um elemento metálico; e sensores infravermelhos realizam medições sem contato direto com a superfície.

    A categoria inclui soluções para projetos eletrônicos, automação, monitoramento ambiental, robótica, Internet das Coisas (IoT), equipamentos de bancada e sistemas que precisam acompanhar ou controlar condições térmicas.

    Para que serve um sensor de temperatura?

    Um sensor de temperatura permite que um circuito monitore o ambiente, uma superfície, um líquido, um equipamento ou uma etapa de processo. A informação obtida pode ser exibida, registrada, transmitida ou utilizada para acionar outra função.

    Entre as aplicações possíveis estão:

    • Monitoramento de temperatura ambiente;
    • Controle de aquecimento ou refrigeração;
    • Proteção térmica de equipamentos;
    • Estações meteorológicas e automação residencial;
    • Impressoras 3D e projetos de prototipagem;
    • Sistemas de aquisição e registro de dados;
    • Monitoramento remoto por redes de automação;
    • Medição de superfícies sem contato;
    • Controle de temperatura por relé.

    A adequação a cada aplicação depende da faixa de medição, do encapsulamento, da precisão, da interface e das condições informadas para o modelo escolhido.

    Principais tipos de sensores de temperatura

    Sensores digitais

    Sensores digitais realizam parte do processamento internamente e fornecem os dados por uma saída ou interface digital. A categoria inclui modelos para medição exclusiva de temperatura e dispositivos que combinam temperatura com umidade, pressão ou outras grandezas.

    Há opções para montagem eletrônica, sondas encapsuladas e sensores com comunicação I2C. A interface, a tensão de alimentação, o endereço do dispositivo e as bibliotecas utilizadas devem ser confirmados na documentação de cada produto.

    Termistores NTC

    O termistor NTC reduz sua resistência à medida que a temperatura aumenta. Para obter a temperatura, o circuito mede essa variação e aplica a curva ou os parâmetros correspondentes ao componente.

    Há modelos encapsulados em sonda, versões para impressoras 3D e módulos que integram o NTC a circuitos de comparação ou acionamento. Antes da escolha, observe a resistência nominal, a constante informada, a faixa de operação, o comprimento do cabo e o formato de instalação.

    Termopares

    Termopares são utilizados quando a aplicação exige uma faixa térmica compatível com essa tecnologia. O catálogo inclui termopares tipo K e módulos de leitura.

    O termopar gera um sinal de baixa amplitude e normalmente precisa de um circuito específico para amplificação, conversão e compensação. O tipo do termopar e o módulo de leitura devem ser compatíveis entre si.

    Sensores RTD PT100

    O PT100 é um sensor RTD cuja resistência varia em função da temperatura. A categoria possui diferentes formatos de sonda e configurações com dois, três ou quatro fios, conforme o produto.

    O número de fios interfere na forma como o circuito pode compensar a resistência dos cabos. Também existem módulos de interface para PT100. Antes da compra, confira a configuração dos fios, a faixa térmica, as dimensões da sonda e o circuito de leitura necessário.

    Sensores infravermelhos

    Sensores de temperatura infravermelhos medem a radiação térmica emitida por uma superfície, permitindo realizar medições sem contato direto. Eles podem ser úteis quando o objeto está em movimento, é de difícil acesso ou não deve receber uma sonda.

    A leitura pode variar conforme distância, campo de visão, características da superfície e condições ambientais; por isso, esses parâmetros devem ser conferidos no modelo escolhido.

    Sensores combinados

    Alguns dispositivos medem temperatura junto com umidade, pressão, gases, luminosidade ou características do solo. Quando o projeto precisa de mais de uma grandeza, um sensor combinado pode reduzir a quantidade de componentes. Entretanto, faixa, precisão e interface podem ser diferentes para cada variável medida.

    Para consultar modelos voltados principalmente à medição de umidade, acesse Sensores de Umidade. Para sensores barométricos e ambientais, consulte também Sensores de Pressão.

    Como escolher um sensor de temperatura?

    A escolha começa pela definição do que será medido e das condições da instalação. Temperatura ambiente, líquidos, superfícies, componentes eletrônicos e processos térmicos podem exigir tecnologias e encapsulamentos diferentes.

    Observe os seguintes critérios:

    • Faixa de medição: deve incluir as temperaturas mínimas e máximas da aplicação;
    • Precisão: indica o desvio esperado em relação ao valor real;
    • Resolução: representa a menor variação que o sistema consegue informar;
    • Tempo de resposta: influencia a velocidade com que mudanças térmicas são percebidas;
    • Tipo de saída: pode ser resistiva, analógica, digital ou por comunicação serial;
    • Interface: confira se o modelo utiliza sinal próprio, I2C, RS485, Modbus RTU ou outro padrão;
    • Alimentação: a tensão precisa ser compatível com o circuito;
    • Encapsulamento: considere contato com líquidos, exposição, forma de fixação e dimensões;
    • Comprimento do cabo: importante quando o sensor ficará distante do circuito de leitura;
    • Contato ou ausência de contato: depende da superfície e do acesso ao ponto de medição.

    Expressões como “à prova d’água” ou graus de proteção devem ser verificadas individualmente. Nem todo encapsulamento permite imersão permanente, exposição química ou instalação externa.

    Compatibilidade com Arduino e ESP32

    Muitos sensores de temperatura podem ser integrados ao Arduino, ESP32 e outros microcontroladores, mas a ligação e o programa variam conforme a tecnologia.

    Sensores digitais podem exigir bibliotecas e resistores auxiliares. Sensores I2C precisam de endereço e níveis lógicos compatíveis. Termistores NTC geralmente são utilizados em um circuito resistivo e precisam de cálculo ou calibração. Termopares e PT100 normalmente requerem módulos de leitura específicos, encontrados também em Amplificadores de Sinal.

    O ESP32 opera com níveis lógicos que devem ser respeitados. Mesmo quando há bibliotecas disponíveis, é necessário conferir alimentação, pinagem, interface e limites elétricos do sensor ou módulo.

    Para uma visão mais ampla das tecnologias disponíveis, consulte Sensores. Em sistemas com transmissão a maior distância ou integração com redes de automação, veja também Sensores RS485.

    Sensores com RS485 e Modbus RTU

    O catálogo inclui transmissores e sensores que utilizam RS485, alguns com protocolo Modbus RTU. Essa comunicação pode ser adequada para sistemas distribuídos, ambientes de automação e instalações nas quais o sensor fica distante do controlador.

    Um dispositivo RS485 não deve ser conectado diretamente a uma entrada UART comum sem a interface física adequada. Também é necessário configurar parâmetros como endereço, velocidade e formato de comunicação conforme o manual do equipamento.

    O fato de dois produtos utilizarem RS485 não garante que tenham o mesmo mapa de registradores ou protocolo. Confira essas informações antes da integração.

    Sondas, poços e formas de instalação

    Sensores encapsulados em sonda facilitam a medição em pontos específicos e podem oferecer proteção mecânica. Há versões com cabos, roscas, formato de parafuso e diferentes comprimentos.

    Poços termométricos, também chamados de thermowells, criam uma barreira entre a sonda e o processo. Eles podem facilitar a manutenção do sensor e protegê-lo em instalações compatíveis. Rosca, comprimento, diâmetro e material precisam corresponder ao ponto de instalação e às condições do sistema.

    Aplicações práticas

    Em uma estufa, um sensor combinado pode acompanhar temperatura e umidade para registro e controle ambiental. Em uma impressora 3D, um NTC pode monitorar a temperatura em uma montagem compatível com o equipamento; veja componentes relacionados em Impressora 3D e CNC com Arduino.

    Para líquidos, uma sonda encapsulada pode ser instalada conforme os limites indicados pelo fabricante. Em superfícies que não podem ser tocadas, um sensor infravermelho permite leitura sem contato. Em automação, transmissores RS485 podem enviar medições a controladores ou sistemas de supervisão.

    Em processos com temperaturas mais elevadas, um termopar tipo K e seu módulo de leitura podem atender faixas diferentes das encontradas em sensores eletrônicos convencionais. Para medições resistivas com PT100, a configuração dos fios e a interface de leitura influenciam o resultado.

    Dúvidas frequentes sobre sensores de temperatura

    Qual sensor de temperatura escolher para Arduino?

    A escolha depende da faixa, precisão, ambiente e interface do projeto. Sensores digitais podem simplificar a leitura, enquanto NTC, termopar e PT100 exigem circuitos ou módulos adequados às respectivas tecnologias.

    Qual é a diferença entre NTC, termopar e PT100?

    O NTC varia sua resistência de forma não linear, o termopar produz um pequeno sinal elétrico e o PT100 apresenta uma variação resistiva associada à temperatura. Cada tecnologia exige uma forma específica de leitura e atende diferentes condições de uso.

    É possível medir temperatura sem contato?

    Sim. Sensores infravermelhos podem medir a temperatura aparente de uma superfície sem contato direto. Distância, campo de visão e características da superfície influenciam a medição.

    Todo sensor com sonda pode ser mergulhado em água?

    Não. A possibilidade de imersão depende do encapsulamento e da especificação do produto. Confira também limites de profundidade, tempo, pressão, temperatura e compatibilidade com o líquido.

    Um sensor de temperatura funciona diretamente com ESP32?

    Depende do modelo. É necessário verificar alimentação, níveis lógicos, interface e circuito de leitura. Termopares, PT100 e alguns sensores resistivos normalmente precisam de módulos ou condicionamento de sinal.

    Para que serve um sensor de temperatura com relé?

    Ele pode comandar uma carga quando a temperatura alcança uma condição configurada, desde que a capacidade do relé e as características do circuito sejam respeitadas. A lógica e a faixa de ajuste variam conforme o módulo.