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Placas compatíveis com Arduino são placas de desenvolvimento programáveis que podem ser utilizadas com a Arduino IDE e com recursos do ecossistema Arduino. Elas recebem um programa no microcontrolador, leem sinais de sensores para Arduino e automação e controlam saídas como LEDs, displays, relés e drivers de motores.
Esta categoria reúne placas em diferentes formatos e arquiteturas, incluindo Uno, Nano, Pro Mini, Pro Micro, Leonardo e Mega, além de modelos de 32 bits baseados em RA4M1, SAMD21 e STM32F411. Há também versões que combinam um microcontrolador ATmega com o ESP8266 para acrescentar conectividade Wi-Fi.
Uma placa compatível com Arduino serve como unidade de controle em protótipos eletrônicos. Ela é utilizada em projetos de automação, robótica, instrumentação, ensino de programação, aquisição de dados e controle de sensores e atuadores. Quem procura uma seleção inicial de componentes pode comparar também os kits compatíveis com Arduino.
O programa define como a placa deve responder às entradas. Um sensor pode, por exemplo, produzir uma leitura que faça a placa acionar um LED, relé ou motor por meio do circuito apropriado. Os recursos disponíveis dependem do microcontrolador, da quantidade de pinos, da tensão lógica e das interfaces presentes em cada modelo.
As placas Uno são indicadas para aprendizado, prototipagem em bancada e projetos que não exigem dimensões reduzidas. O catálogo inclui modelos Uno R3 com ATmega328P, versões DIP ou SMD, diferentes conexões USB e placas Uno R4 Minima com microcontrolador RA4M1 Cortex-M4 de 32 bits.
Na Uno R3 DIP, o microcontrolador ATmega328P utiliza encapsulamento removível. Nas versões SMD, o componente é soldado diretamente à placa. Essa diferença não altera o objetivo básico da plataforma, mas pode ser relevante para manutenção, montagem e preferência do projetista.
O formato Uno também facilita o uso de shields e expansores para Arduino. Antes de escolher um shield, confirme a disposição dos pinos, a tensão lógica e a compatibilidade com a versão da placa.
A Nano reúne microcontrolador, pinos e interface USB em uma placa compacta, sendo apropriada para protoboards e montagens com pouco espaço. Nesta categoria existem versões Nano V3 com ATmega328P ou LGT8F328P e conectores Mini USB, Micro USB ou USB-C, conforme o produto.
A Pro Mini prioriza dimensões reduzidas e pode não oferecer conexão USB integrada para gravação. Antes da compra, verifique se será necessário um conversor USB-serial externo. O catálogo contém versões em 5 V e 3,3 V, diferença que deve ser considerada ao conectar sensores e módulos.
A Pro Micro utiliza o ATmega32U4, microcontrolador com comunicação USB integrada. Essa característica também aparece nas placas Leonardo e as diferencia das placas baseadas no ATmega328P com conversor USB-serial separado. Pro Micro e Leonardo são opções relevantes quando o projeto depende dos recursos USB oferecidos pelo ATmega32U4.
A Mega 2560 utiliza o ATmega2560 e oferece mais entradas, saídas e recursos de hardware do que as placas compactas baseadas no ATmega328P. Ela é indicada quando o projeto precisa conectar diversos sensores, atuadores ou periféricos simultaneamente. A categoria inclui versões Mega no formato tradicional, Mega 2560 Pro e Mega+WiFi.
As placas de 32 bits desta categoria incluem Uno R4 Minima com RA4M1 Cortex-M4, Wemos M0 Mini com SAMD21 Cortex-M0+ e Black Pill com STM32F411 Cortex-M4. Elas diferem das placas AVR tradicionais em arquitetura, capacidade de processamento, recursos internos e tensão de operação. A compatibilidade com bibliotecas e exemplos deve ser confirmada para o microcontrolador escolhido.
As placas Uno+WiFi e Mega+WiFi combinam, no mesmo conjunto, um ATmega e um ESP8266. Elas são indicadas quando o projeto precisa associar a lógica da plataforma Uno ou Mega à conectividade Wi-Fi. Essa configuração não deve ser confundida com uma placa AVR convencional: é necessário considerar como os dois microcontroladores se comunicam e são programados.
Para escolher uma placa compatível com Arduino, comece pelos requisitos elétricos e de conexão do projeto. Em seguida, compare o espaço disponível, o número de periféricos, a necessidade de USB ou Wi-Fi e a compatibilidade do software.
Durante os testes, uma protoboard para prototipagem permite montar circuitos sem solda. Os cabos jumpers fazem as conexões entre a placa, a protoboard, os sensores e outros módulos. Verifique se os terminais necessários são macho-macho, macho-fêmea ou fêmea-fêmea.
Antes de ligar o circuito, confira a polaridade da alimentação, a tensão admitida por cada componente e a corrente exigida pelas cargas. A montagem inicial deve ser testada em etapas, começando pela alimentação e pela comunicação com a placa.
Compatibilidade com Arduino IDE não significa que todas as placas tenham a mesma pinagem, tensão ou capacidade elétrica. Aplicar 5 V a uma entrada projetada para 3,3 V pode danificar a placa. Consulte a documentação específica do produto antes de energizar o circuito.
Motores, relés, solenoides e outras cargas de maior corrente não devem ser alimentados diretamente por um pino de entrada e saída. Esses dispositivos normalmente exigem transistor, módulo de acionamento ou um driver para motor, além de fonte externa dimensionada para a carga e proteção elétrica adequada.
Também é importante conferir o conector USB e o cabo necessário. Placas com CH340 ou outro conversor USB-serial podem exigir um driver correspondente no computador. Modelos Pro Mini, por sua vez, podem exigir um adaptador de gravação que não faz parte da placa.
A placa adequada é aquela cujas características elétricas, físicas e de software atendem ao projeto. Comparar apenas o nome do formato não é suficiente: versões visualmente semelhantes podem utilizar microcontroladores, conectores USB e tensões diferentes. Para conhecer possíveis aplicações, consulte também os projetos maker com Arduino e ESP.